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“A impunidade é o principal indutor da violência no Brasil”, por Adriana Vasconcelos

9 de setembro de 2016

A falta de punição para crimes no Brasil talvez seja hoje o maior indutor da violência gratuita que assistimos diariamente nas cidades brasileiras. O assassinato do cinegrafista Santiago Andrade, atingindo por um rojão durante protestos em 2014, é um entre milhares de exemplos da impunidade que reina no país.

Dois anos não foram suficientes para a punição dos dois jovens identificados como os responsáveis pelo crime: Caio Silva de Souza e Fábio Raposo.

A expectativa inicial era de que os dois jovens fossem submetidos à júri popular por homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, com uso de explosivo e mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima. Com isso, os ativistas poderiam ser submetidos a uma pena de até 35 anos de prisão.

Mas um ano após a prisão de Caio e Fábio, a Justiça do Rio mandou soltar os dois jovens que acenderam e atiraram o rojão que matou Santiago Andrade. A decisão previu ainda que os réus não responderiam mais por homicídio qualificado, o que abrandaria a pena de ambos para no máximo oito anos.

O Ministério Público prometeu recorrer da decisão. Mas dois anos após a morte do cinegrafista, ninguém foi julgado e o crime continua impune.

A Associação Brasileira de Imprensa fez um alerta sobre a não conclusão do julgamento dos dois acusados de matar Santiago Andrade, atingido por rojão durante protesto em 2014. Para a ABI, a demora estimula a violência contra jornalistas.

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