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A “Lei Rouanet” dos partidos italianos, por Olavo Soares

23 de maio de 2017

Os sites e redes sociais dos grandes partidos italianos têm chamado a atenção para um tal “2×1000”. As menções ao 2×1000 aparecem com relevância, nos topos das páginas, em postagens insistentes nas redes, e em vídeos e animações.

Mas o que vem a ser o 2×1000?

Trata-se de um sistema para destinar parte dos pagamentos de imposto de renda à agremiações de seu interesse. Mais ou menos como a Lei Rouanet e outros mecanismos de reencaminhamento que existem aqui no Brasil. Ou seja, o contribuinte pode ajudar a financiar uma instituição sem que precise gastar um dinheiro a mais.

E como ocorre por aqui, o sistema é contestado por lá. O Movimento 5 Stelle, que chegou na sistemática italiana prometendo sacudir o cenário local, é contra o 2×1000: o partido alega que o dinheiro que sai do imposto de renda representa menos verbas para saúde, educação e as outras demandas públicas. Já na outra mão, há partidos que alegam que o 2×1000 é uma forma mais justa de financiamento do que as verbas públicas propriamente ditas – algo como o fundo partidário brasileiro.

Como em outros casos, o que mais merece elogio na postura dos partidos italianos nesse caso é a transparência. Os pedidos são feitos de forma explícita e o eleitor se sente participante do processo partidário.

O que você acharia de algo assim no Brasil?

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