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“A tragédia da educação no Brasil”, por Adriana Vasconcelos

9 de dezembro de 2016

A crise brasileira não se restringe apenas a economia ou a política. Talvez a mais perversa delas esteja na área educacional, justamente aquela como maior potencial para ajudar a tirar o país do buraco no qual se meteu.

O próprio ministro da Educação, Mendonça Filho, classificou esta semana a educação no Brasil como uma verdadeira ‘tragédia’.

A declaração do ministro foi feita após ele conhecer os números do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) mostrando que o ensino brasileiro ocupa atualmente uma das últimas posições em um ranking com 70 países.
O levantamento promovido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que a educação no Brasil está estagnada em algumas áreas e retrocedeu em outras.

Para se ter uma ideia, a maioria dos estudantes brasileiros de 15 anos ainda não sabe o básico da Matemática, tem poucas noções de interpretação de texto e desempenho sofrível em Ciência.

O curioso é que ninguém, além do próprio ministro da Educação, se indignou com o resultado do Pisa. Nenhuma passeata, greve ou protesto na Esplanada dos Ministérios por conta da péssima qualidade do ensino brasileiro.

Engana-se quem acha que esse quadro será resolvido apenas com o aumento de investimentos no setor, como acreditam os estudantes e professores que decidiram ocupar escolas públicas em protesto contra a proposta de emenda constitucional que fixa um teto para os gastos públicos.

Entre 2000 e 2014, o Brasil mais do que triplicou seus investimentos em educação, mas isso não foi suficiente para mudar a realidade educacional do país.

Enquanto o país não tiver uma política de valorização de professores e investir na qualificação de nossos mestres, lamentavelmente, teremos poucas chances de mudar essa realidade.

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