AV Comunicação | “Aplicativos servem para campanhas pequenas?”, por Olavo Soares
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“Aplicativos servem para campanhas pequenas?”, por Olavo Soares

19 de abril de 2017

A revista americana Campaigns & Elections traz um debate interessante em texto publicado recentemente: vale a pena uma campanha política de pequeno porte investir em aplicativos para celular?

Tanto o “sim” quanto o “não” expostos no texto trazem argumentos válidos. Do lado dos que defendem a utilização dos aplicativos, destaca-se o uso maciço do celular, o sucesso de outros aplicativos e a capacidade de armazenamento de dados que o item proporciona.

(sobre esse último item, um parêntese: as campanhas eleitorais dos EUA se mostram muito à frente das brasileiras nesse aspecto. Captação de dados e utilização correta das informações em mãos é algo que mostra o profissionalismo que abunda na terra de democratas e republicanos, ainda pouco efetivo por aqui.)

Já os que se opõem ao uso dos aplicativos citam o alto investimento para colocar um desses na praça. “Prefiro destinar tempo e recursos dialogando com os militantes nos aplicativos que eles já utilizam, em vez de tentar criar uma comunidade em torno de um novo”, disse à revista o consultor Brian Ross Adams. Além disso, o texto evidencia que os aplicativos costumam ter vida útil curta – o que reforçaria a sua tendência a ser um gasto desnecessário para quem não tem muita bala na agulha.

Cabe lembrar que o texto da Campaigns & Elections nem chega a questionar a relevância dos aplicativos para as grandes campanhas. É o que se vê na corrida eleitoral da França, a mais relevante em curso, que contém candidatos que utilizam aplicativos de boa qualidade. Os de Marine Le Pen e François Fillon são de fácil utilização e trazem informações úteis aos usuários.

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