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“As lições da Olimpíada Rio 2016”, por Adriana Vasconcelos

6 de agosto de 2016

O entusiasmo da escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016, aos poucos, deu lugar a uma certa apreensão.

Primeiro veio a crise econômica, depois a política e, por fim, a decisão do governador em exercício, Francisco Dornelles, que decretou estado de calamidade pública 49 dias antes do início da Olimpíada.

Isso sem falar na queda da ciclovia Tim Maia, que não resistiu à primeira ressaca do mar, deixando como saldo dois mortos.

Antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, ainda fomos surpreendidos com as críticas de várias delegações em razão do péssimo acabamento de parte das instalações da Vila Olímpica.

A despeito da estreia pífia da seleção brasileira de futebol, que ficou num zero a zero com a África do Sul, o torcedor brasileiro não decepcionou: quase 70 mil assistiram à partida no estádio Mané Garrincha em Brasília.

Está na hora do Brasil parar de improvisar!

Planejamento e seriedade são fundamentais para fugirmos do velho ‘jeitinho’ brasileiro, que só confirmam que nós deixamos tudo para a última hora.

Agora, só nos resta torcer para que tudo corra bem, sem incidentes ou novas tragédias, e aprender com erros.

Aprender com humildade e não brincadeiras, como fez o prefeito Eduardo Paes ao ser confrontado pelas críticas da delegação australiana à Vila Olímpica.

Nossos dirigentes deviam prestar atenção na postura do presidente francês François Hollande que entrou na fila para comer em bandejão na Vila Olímpica ou mesmo da filha mais nova do presidente americano Barack Obama, Sasha, de 15 anos, que aproveitou as férias de verão para trabalhar em restaurante.

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