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“As pesquisas são, também, vencedoras das eleições de 2016”, por Olavo Soares

1 de novembro de 2016

Há muitas análises que surgem após a conclusão de um processo eleitoral. A disputa municipal que acabou agora tem levantado basicamente duas observações: uma é a da derrocada do PT e da esquerda como um todo; a outra, a da rejeição dos brasileiros ao processo político, materializada com o grande número de votos brancos, nulos e de abstenções. Porém, há outra análise que pode ser feita – a de que os institutos de pesquisa tiveram um bom desempenho e, assim, foram um ponto a menos entre as polêmicas que caracterizam uma eleição.

Para sustentar esse ponto de vista, vejamos os números das pesquisas de boca de urna do Ibope, aquelas divulgadas logo após o fechamento da votação. Em cinco cidades – Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia – o Ibope cravou não somente os vencedores, mas apontou com quase exatidão a margem das vitórias de Marcelo Crivella, Alexandre Kalil, Rafael Greca, Nelson Marchezan Junior e Íris Rezende.

Também no primeiro turno, os números das pesquisas passaram perto da realidade na maioria dos casos. Houve as exceções de praxe – como, por exemplo, a inesperada vitória logo no primeiro turno em São Paulo e a arrancada de Hildon Chaves em Porto Velho – mas no geral levantamentos e urnas caminharam em conjunto.

Refletir sobre o desempenho dos levantamentos em 2016 é importante porque, via de regra, pesquisas eleitorais são utilizadas pelos candidatos de acordo com conveniências de momento. Se mostram o candidato na frente, aparecem nos discursos e ganham protagonismo nos materiais de campanha; se apontam um mau desempenho, são ironizadas com frases como a famigerada “a pesquisa que importa é a da urna” ou mesmo interpretadas como algo direcionado para privilegiar candidaturas alheias.

É torcer para que em 2018 e nas eleições seguintes as pesquisas sejam interpretadas como o que verdadeiramente são: um retrato de momento da disputa eleitoral.

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