AV Comunicação | “Atentado contra políticos em Goiás é ato de insanidade, sem qualquer justificativa”, por Gabriela Guerreiro
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“Atentado contra políticos em Goiás é ato de insanidade, sem qualquer justificativa”, por Gabriela Guerreiro

29 de setembro de 2016

O atentado que vitimou quatro pessoas em Goiás, durante comício do candidato do PTB à Prefeitura do município de Itumbiara, chocou todo o país. Ninguém sabe exatamente as razões que levaram um funcionário público da cidade a disparar contra José Gomes da Rocha e seus aliados, mas nada justifica esse ato de loucura e insanidade.

Ao que parece, o atirador Gilberto Ferreira do Amaral, de 53 anos, cobrava uma dívida da Prefeitura, local onde trabalhava por mais de 15 anos. As primeiras impressões apontam para um crime com motivação econômica, e não política, mas por se tratar de uma campanha eleitoral, nenhum elemento pode ser descartado em definitivo.

O ato despertou o alerta nas autoridades de segurança pública em todo o país, especialmente diante do “Fla x Flu” que tomou conta da política brasileira nos últimos meses. Os defensores mais radicais de nomes da “esquerda” ou da “direita” vêm adotando posturas cada vez mais virulentas em discursos, redes sociais e ataques diretos aos seus adversários.

A diversidade de posições políticas é saudável e necessária numa democracia como o Brasil. Mas não justifica atos de violência e ataques pessoais de baixo calão. É preciso dar um basta a tanta violência verbal que foi deflagrada ao longo do processo de impeachment de Dilma Rousseff – que, em alguns casos, evoluiu para ataques físicos injustificáveis.

O temor coletivo é que essa “diversidade” se transforme em cenas cada vez mais constantes de violência contra políticos. Se a população está desacreditada com os seus representantes, ou se defende um dos “lados” dessa guerra ideológica, isso não pode se personalizar em agressões a quem quer que seja.

A única saída para o Brasil enfrentar seus problemas é pela via democrática. Sem radicalismos, ataques ou agressões. Todos têm direito a expressar suas posições político-partidárias, mas sem violência – seja física ou verbal. O atentado ao candidato é lamentável, triste e desolador. Que seja um ato isolado, sem servir de exemplo ou motivação para nenhuma agressão contra quem quer que seja.

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