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“Boatos na internet x Jornalismo de credibilidade”, por Gabriela Guerreiro

16 de fevereiro de 2017

A onda de boatos disseminados pela internet nos últimos meses mostra a necessidade de se checar toda e qualquer informação recebida pela rede mundial de computadores, ou via whatsapp, antes da decisão de passá-la em frente. Com as pessoas cada vez mais conectadas ao mundo virtual, a transmissão de algo que não tem procedência tem prejudicado muitos envolvidos nos “boatos” repassados como se fossem realidade.

Um exemplo claro são as informações recebidas pelo celular, no whatsapp. Geralmente, são dados repassados por amigos e familiares, em grupos fechados, o que aumenta a credibilidade do que ali é transmitido. Muitos encaminham as informações não por má-fé, mas justamente porque não se deram ao trabalho de checar se aquilo realmente é um fato verídico. Uma simples consulta no Google pode ajudar na “corrente” para evitar a disseminação de boatos.

Especialistas na área de tecnologia são unânimes em afirmar que, para um fato ser verídico, é necessário que tenha sido publicado por sites que tenham credibilidade – como os de jornais, agências de notícias ou páginas de órgãos oficiais. Há um exército de militantes e pessoas mal-intencionadas que se dispõem – ou são pagos – para veicular mentiras com objetivos políticos, econômicos ou mesmo pessoais. Por isso, a necessidade da checagem de informações antes da veiculação se faz mais do que necessária.

Embora qualquer pessoa possa transmitir informações no mundo de redes sociais e câmeras de vídeo em celulares, as notícias produzidas por profissionais da comunicação são fontes confiáveis – o que reforça a necessidade do Jornalismo sério no cenário atual. E não basta ser um site patrocinado por alguma entidade, partido ou organização com interesse específico. Deve ter um “peso” real para confirmar aquilo que pode ser um forte boato.

Ainda não há legislação específica sobre o tema no Congresso Nacional. O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) apresentou recentemente projeto de lei que criminaliza a divulgação de boatos na internet, com multa e penas para aqueles que transmitirem fatos inverídicos – já que a divulgação de informação incorreta já é crime. Mas a proposta por si só não é suficiente para mudar o comportamento do internauta.

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