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“Direita extrema, comunicação nem tanto”, por Olavo Soares

16 de março de 2017
Geerte Wilde atraiu holofotes internacionais desde que ganhou algum favoritismo para vencer as eleições na Holanda. A derrota, ocorrida nesta quarta-feira (15), não deve tirar a atenção global sobre ele – principalmente pelo seu aguerrido discurso de extrema direita, cujo principal alicerce é a rejeição, direta e reta, ao Islã.

Por sua postura, ele foi – naturalmente – comparado a líderes como a francesa Marine Le Pen e o americano Donald Trump. Um vídeo de sua campanha até reforça esse paralelo. No entanto, há um aspecto que o diferencia bem dos outros expoentes globais da extrema direita: o uso da internet. A campanha de Wilde na rede e nas mídias sociais é, no mínimo, frágil.

O site oficial de Wilde é daqueles que assusta. O visitante se sente em uma viagem no tempo – a página remete a uma internet de, no mínimo, 10 anos atrás. O partido de Wilde, o PVV, não apresenta realidade muito distinta em sua página oficial. Embora menos defasado do que a de seu líder, o site não tem um design dos mais modernos e seu destaque de vídeos tem como publicação mais recente um arquivo de… 2012.

Nas redes sociais, embora a atualização seja constante, também não se vê nada muito digno de nota.

O curioso, em todo esse processo, é que Wilde teve um desempenho muito competitivo nas eleições deste ano. Não venceu, mas o segundo lugar alcançado pelo seu partido é algo que superou e muito as expectativas. Daí derivam alguns questionamentos: será que Wilde iria ainda melhor se tivesse investido na internet? Ou será que a votação expressiva mostra que a rede não é tão essencial como temos acreditado? A resposta, como em outras análises políticas, virá com o tempo – isso se realmente aparecer.

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