AV Comunicação | “Eleição de Trump mostra falência do sistema político dos EUA e leva “retrocesso” ao poder”, por Gabriela Guerreiro
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“Eleição de Trump mostra falência do sistema político dos EUA e leva “retrocesso” ao poder”, por Gabriela Guerreiro

10 de novembro de 2016

A notícia que estarreceu o mundo nesta quarta (9), a eleição de Donald Trump para presidir os Estados Unidos, revela muito mais do que a simples chegada ao poder de um empresário que usou todo o seu poder econômico em uma campanha eleitoral marcada por baixarias e acusações. Com patrimônio de US$ 3,7 bilhões, Trump tem uma fortuna maior do que o de todos os ex-presidentes dos EUA juntos. Um homem que alcançou a vitória com posições sexistas, anti-feministas e conservadoras, com potencial para agravar diferenças e preconceitos em quatro anos de mandato – tendo à sua frente um país dividido entre os que apoiam ou rejeitam drasticamente seus pontos de vista synthroid 75 mcg.

A escolha de Trump para comandar a nação mais “poderosa” do universo revela um modelo eleitoral retrógrado, que transfere a poucos membros de um Colégio Eleitoral a palavra final sobre quem deve ser o presidente do país. A democrata Hillary Clinton caminha para ganhar nas urnas. Conquistou pelo menos 125 mil votos a mais que Trump até agora entre os americanos. Se o sistema eleitoral fosse o do voto direto no candidato, como no Brasil, os EUA não teriam eleito o candidato do retrocesso.

Hillary será a quinta candidata a perder a eleição presidencial no Colégio Eleitoral – mas vitoriosa no voto popular. A última vez que isso tinha acontecido nos EUA foi no ano 2000, quando George W. Bush derrotou o democrata Al Gore apenas no Colégio Eleitoral, com o apoio da maioria da população. Apenas dois estados não transferem para os delegados, membros do Colégio Eleitoral, todos os votos daquele candidato vitorioso naquela unidade da federação.

E os milhares de eleitores que não escolheram Trump em estados como a Florida, que acabou fazendo a diferença para a eleição do republicano? É justo transferir todos os votos dos eleitores para os membros do Colégio Eleitoral? Certo ou errado, esse é o modelo adotado pela “maior democracia” do mundo.

Falar de reforma política parece uma necessidade não apenas no Brasil, mas também nos EUA. O presidente eleito não conseguiu apoio absoluto nem mesmo dentro do seu próprio Partido Republicano, que impôs várias resistências ao seu nome, mas acabou vencido pela maioria seduzida pelo discurso “sincero” e empresarial de Trump.

Os republicanos também levaram a maioria dos membros do Congresso norte-americano, o que aumenta o baque sobre a tropa Democrata. Os republicanos já garantiram pelo menos 51 cadeiras necessárias para obter maioria no Senado. Na Câmara, são 235 cadeiras para os aliados de Trump, número maior que as 218 necessárias para se construir maioria na Casa.

Serão quatro anos de incertezas e medo de que, a qualquer momento, Trump seja “Trump” ao cumprir suas promessas de campanha: “rasgar” o acordo mundial climático, erguer um muro para separar os EUA do México, ou mesmo bombardear toda a população islâmica como solução para se acabar com o terrorismo mundial. Que Deus nos proteja.

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