AV Comunicação | “Fim do sigilo das delações não devia ser só para alguns”, por Adriana Vasconcelos
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“Fim do sigilo das delações não devia ser só para alguns”, por Adriana Vasconcelos

17 de abril de 2017

O fim do sigilo das delações da Odebrecht funcionou, mas só para alguns. O que por si só representa um contrassenso a um processo que vinha sendo aguardado há algum tempo.

Sim, na última quarta-feira (12), a assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal (STF) ligou para cada um dos veículos de imprensa que havia solicitado uma cópia dos vídeos das delações da Odebrecht.

A AV Comunicação, que atende a Executiva Nacional do PSDB, também havia solicitado uma cópia, mas não recebeu a sua. A alegação foi de que “qualquer pleito de acesso aos documentos da Lava Jato, por lei, ser encaminhado pelo interessado ao ministro relator, oficialmente”.

Preferi acatar a decisão, embora tenha sido testemunha ocular da entrega do material, distribuído à toda a mídia, para uma das maiores empresas de consultoria do país, que tem entre seus clientes vários dos denunciados pela Lava Jato.

Não estou aqui fazendo nenhuma denúncia, mas uma reflexão sobre os caminhos tortos pelo qual o Brasil caminha, no qual delatores contam rindo os crimes cometidos e a justiça, que deveria dar publicidade total a esses crimes, prefere passar a informação apenas para uma parcela da sociedade.

Não que a imprensa deixe de representar parte dessa sociedade ávida por informações, ainda mais sobre fatos tão graves como os que estão sendo revelados e deverão ser investigados.

Mas se é para ser público, porque não disponibilizar essas informações para todos?

Isso sim atenderia melhor a cobrança da sociedade por maior transparência, além de dar oportunidade para que cada brasileiro tire suas próprias conclusões.

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