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“Heróis Olímpicos”, por Adriana Vasconcelos

20 de agosto de 2016

Com a Olimpíada Rio 2016 chegando ao fim, nós, brasileiros, precisamos tirar nosso chapéu.

Não para as autoridades que organizaram a cidade para receber os jogos olímpicos, haja visto a ciclovia que caiu, os problemas na vila olímpica, os gastos públicos que não estavam previstos, a morte de um militar, a câmera que despencou na cabeça de sete brasileiros, entre outros percalços.

Devemos tirar o chapéu para nossos atletas que, apesar de todas as dificuldades de vida, falta de incentivo e estrutura mínima, conseguiram se superar e conquistaram suas suadas medalhas olímpicas.

Três histórias me chamam mais atenção: a da judoca Rafaela Silva, do boxeador Robson Conceição e do canoísta Isaquias Queiroz.

Primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro para o Brasil competindo na categoria peso leve no judô, Rafaela nasceu na Cidade de Deus, favela do Rio que ficou famosa com o filme de Fernando Meirelles, e teve de vencer o preconceito, a pobreza e violência antes de se tornar uma campeã olímpica. Isso graças ao projeto social criado pelo técnico Geraldo Bernardes e o judoca Flávio Canto, voltado para crianças carentes.

O baiano Robson Conceição não teve uma trajetória muito diferente. Nasceu na periferia de Salvador, mais precisamente no bairro de Boa Vista de São Caetano. Também teve uma infância próxima da violência e da pobreza, que o fez vender picolé na rua e carregar caixa na feira para ajudar a avó feirante, antes de conhecer o box e se tornar um campeão olímpico. Hoje reconhece: “Sem o boxe, talvez eu nem estivesse vivo”.

Isaquias Queiroz é outro que tem uma história de vida de superação. Descoberto também em um projeto social em sua cidade natal, Ubaitaba, começou na canoagem em 2005. Ainda jovem sobreviveu quando uma panela de água escaldante caiu sobre seu corpo. Depois, ao cair de uma árvore, teve hemorragia interna e perdeu um rim, por isso o seu apelido entre colegas de seleção é “sem rim”. Nada disso foi obstáculo para que ele desse a canoagem brasileira sua primeira medalha olímpica.

Que o Brasil e nossos governantes se inspirem nestas histórias para fazer diferente daqui para frente.

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