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“Itália entre o sim e o não”, por Olavo Soares

11 de agosto de 2016

Os italianos irão às urnas em novembro para dizer se são favoráveis ou não a uma reforma constitucional proposta pelo primeiro-ministro Matteo Renzi e pela ministra das reformas constitucionais, Maria Elena Boschi. O texto propõe uma grande alteração no sistema político do país, como a abolição do bicameralismo parlamentar e a redução do número de parlamentares.

A campanha do “Sim” (“Sì”, em italiano) é liderada por Renzi – não à toa, a eleição tem sido interpretada mais como um julgamento pessoal do primeiro-ministro do que um debate sobre a constituição. Do outro lado, colocam-se como líderes do “Não” (ou “No”) oposicionistas a Renzi como os membros do Movimento 5 Stelle, o partido que tem transformado a política local e elegeu no primeiro semestre a prefeita de Roma, Virginia Raggi.

A internet, claro, é uma das arenas onde a disputa se dá com mais eficiência. Os partidários do “No” apostam nas redes sociais e tentam massificar a hashtag #iodicono (“eu digo não”). Já seus adversários investem nos slogans #bastaunsi e #iovotosi (“basta um sim” e “eu voto sim”).

Mas é a página oficial do “Sim”, a http://www.bastaunsi.it/, que chama a atenção – principalmente pelo contraste com o que vemos no Brasil, motivado pelas restrições da lei eleitoral. Uma das primeiras informações expostas na página é uma barra que mostra a arrecadação já obtida pelo movimento. A meta é de 100 mil euros, e mais de 92 mil foram alcançados. Ao lado, um botão escrito “Dona” (“Doe”) faz o convite ao internauta; que, se quiser, pode ajudar também de outras formas, como sendo voluntário ou criando um comitê.

Pedir doações é algo enraizado na política da Itália. O 5 Stelle convoca os seus apoiadores (http://www.movimento5stelle.it/italia5stelle/donazioni.html) a doarem para financiar um evento que o partido fará no fim de setembro. Tal qual fez a campanha do “Sim”, está exposto ali o total já arrecadado pela campanha.

Tenha o lado que tiver, o italiano sabe como contribuir para a sua posição política chegar à vitória. A mentalidade, positiva, colabora com a democracia e a participação constante por lá.

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