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“Lava Jato impõe maratona a jornalistas”, por Adriana Vasconcelos

21 de outubro de 2016

Que jornalista trabalha muito, ninguém duvida. Afinal, notícia não tem hora para acontecer. Se for no horário comercial, melhor para o profissional.

Mas dificilmente alguém que escolheu esse ofício escapa de um plantão básico em finais semana ou horas extras compulsórias, seja na hora do almoço ou noite a dentro, dependendo da notícia em questão.

Mas nos meus quase 30 anos de jornalismo em Brasília, nunca vi uma maratona igual a que assistimos nestes dois últimos anos, desde que a Operação Lava Jato teve início e mudou radicalmente a ordem das coisas no mundo da política.

Não que essa seja a primeira grande crise que assistimos no país. Como repórter, sobrevivi a várias: impeachment do Collor, CPI do Orçamento, violação do painel do Senado Federal, CPI dos Correios, Mensalão, atos secretos do Legislativo…

Mas nada se compara ao que vivemos hoje no país.

É preciso muito fôlego para aguentar a maratona imposta pela Lava Jato, que expôs as entranhas da corrupção no país, mostrou ao mundo o tamanho do estrago na Petrobras, levou os principais empreiteiros do país para a prisão e agora promete não deixar pedra sobre pedra no mundo da política.

Chego a brincar com alguns colegas, como Andrea Sadi, Gerson Camarotti e Cristiana Lobo, que se revezam nas aparições ao vivo da Globonews para dar conta de tanta notícia e analises da situação.

Que todo esse esforço jornalístico nos leve a um novo Brasil!

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