AV Comunicação | “Mães e filhos ‘especiais’: a diferença que não está no coração”, por Gabriela Guerreiro
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“Mães e filhos ‘especiais’: a diferença que não está no coração”, por Gabriela Guerreiro

12 de maio de 2017

Um comercial de TV levou às lágrimas milhares de pessoas, especialmente mães, ao longo desta semana. Conhecida historicamente pela marca do seu “bebê Johnson”, a Johnson & Johnson lançou o seu novo “garoto propaganda” como o resultado final de uma campanha que procurava um novo bebê para representar a marca. Enfim, veio o escolhido: Lucca Berzins, um lindo bebezinho de 1 ano, com Síndrome de Down.

Com o slogan “Para nós e para todas as mães, todo bebê é um bebê Johnson”, a peça publicitária encerra um ciclo de anos em que crianças portadoras de síndromes ou necessidades especiais jamais estamparam campanhas midiáticas.

É claro que a percepção da sociedade em relação às crianças “especiais” é hoje muito mais positiva do que foi no passado. A legislação obriga escolas e atividades infantis a acolherem esses bebês e crianças sem distinção, convivendo de igual para igual com outros da mesma idade, sem qualquer separação ou segregação.

Na prática, porém, a realidade mostra que a igualdade entre crianças “normais” e “especiais” está longe de ser algo corriqueiro. Mães e pais de portadores de síndromes são unânimes em dizer que precisam superar desafios diários em defesa dos direitos de seus filhos. Isso sem contar a luta cotidiana para romperem o preconceito que ainda está presente, com muita força, em toda a nossa sociedade.

Diretor de marketing da Jonhson & Johnson, José Cirillo disse que o objetivo da empresa foi celebrar o Dia das Mães com a campanha que tem Lucca como principal estrela – mostrando a importância da “conexão” com todas as famílias. E a empresa acertou em cheio. Lucca é lindo, carismático, simpático – como todo bebê da sua idade. Um marco na história da publicidade em nosso país.

Quanto ao Lucca? Ela ganhou o coração de milhares de brasileiros. Principalmente das mães, essas guerreiras silenciosas que rompem qualquer barreira em defesa dos seus filhos. Dia após dia. Sejam eles especiais, “normais”, diferentes.

Feliz Dia das Mães a todas nós, mães, que aceitaram essa linda missão de formar novos seres humanos!

Encerro com as lindas e inspiradoras palavras da mãe do Lucca, Renata Berzins, em entrevista à Folha de S. Paulo. Porque o amor de mãe, esse não enxerga nenhuma “diferença”. Mesmo diante de tantos julgamentos.

“Sempre tivemos um pensamento de que o Lucca era perfeito para nós. Não nos importávamos com os outros. Qualquer que fosse a condição dele, toda a nossa família iria amá-lo sempre. Isso torna a nossa jornada mais leve. Sem se importar com julgamentos externos.”

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