AV Comunicação | “O Snapchat entra em foco nas campanhas eleitorais dos EUA”, por Olavo Soares
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“O Snapchat entra em foco nas campanhas eleitorais dos EUA”, por Olavo Soares

19 de setembro de 2016

As mídias sociais e sua importância no universo das comunicações – incluindo aí as campanhas eleitorais – não são mais nenhuma novidade. No entanto, a agilidade que caracteriza esse meio, com sucessos e fracassos se sucedendo com grande velocidade, faz com que volta e meia alguma atração diferente atraia os holofotes. A bola da vez nos EUA é o debate sobre o uso do Snapchat nas campanhas políticas.

O emprego da plataforma de vídeos instantâneos já seria, digamos, natural, dada a grande aceitação da rede, principalmente entre o público jovem, habitualmente avesso ao universo político. Mas uma turbinada divulgada nas últimas semanas colocou em definitivo o Snapchat na vida dos consultores – tratam-se das ferramentas Snap Audience Match, que permite a campanhas cruzarem seus bancos de dados com o da rede, e da Snapchat Lifestyle Categories, que possibilita aos patrocinadores divulgarem anúncios de acordo com o perfil dos usuários. São meios para a veiculação de campanhas direcionadas e, portanto, mais precisas.

Embora a adesão ao Snapchat seja algo de certo modo unânime, os mecanismos usados pela plataforma ainda não foram plenamente aceitos pelo mercado. Reportagem da Campaigns and Elections relata que alguns profissionais da área questionam, por exemplo, o fato de o Snapchat determinar que todos os anúncios serão vistos e mediados pela plataforma antes de irem ao ar. Também há críticas quanto ao custo alto da veiculação das propagandas. Esse cenário tornaria, na opinião de alguns, o Snapchat viável apenas para as grandes campanhas, com mais dinheiro e estrutura para riscos e inovações. Já o consultor Dean Patrone, entrevistado pela Campaigns, destaca que a presença expressiva dos jovens ao Snapchat faz com que o esforço para acessar a plataforma seja mais do que válido.

Cabe lembrar que não se pode pensar em nada parecido no Brasil (ao menos por hora): como sabemos, as ações pagas nas redes sociais são vetadas por aqui.

De todo modo, é curioso ver que a aposta da Campaigns e dos consultores no Snapchat aparece em um momento em que a plataforma se vê ameaçada por conta do Instagram Stories, funcionalidade da rede de fotos que imita a ideia de fotos e vídeos que ‘somem’ depois de um tempo pré-determinado. Não são poucos os usuários que deixaram o Snapchat de lado, preferindo concentrar sua rotina em um lugar só.

O conceito de redes sociais não é em nada passageiro; está no ar há mais de 10 anos e assim permanecerá. No entanto, passageiras são as plataformas de momento. Fica o questionamento sobre o quanto o Snapchat poderá aproveitar de seu momento de protagonista.

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