AV Comunicação | “Republicanos fazem campanha explícita a favor do juiz indicado por Trump”, por Olavo Soares
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“Republicanos fazem campanha explícita a favor do juiz indicado por Trump”, por Olavo Soares

15 de fevereiro de 2017

Enquanto o Brasil discute se um eventual vínculo partidário de um indicado ao Supremo tira dele as condições de integrar o topo do Judiciário, nos EUA os republicanos não apenas defendem o nome indicado pelo presidente Donald Trump como o fazem de maneira ostensiva e aguerrida.

O nome em questão é de Neil Gorsuch. Ele foi indicado por Trump à Suprema Corte para ocupar uma vaga que estava aberta desde fevereiro quando Antonin Scalia, membro do colegiado desde 1986, morreu. Scalia era um juiz de perfil conservador. Portanto, inaugurou-se uma grande controvérsia quando Barack Obama – que tinha direito a tal – sinalizou que nomearia um substituto. A oposição ao democrata questionou a legitimidade do ato, já que em poucos meses Obama deixaria o cargo. Ele então aceitou esperar as eleições, que acabaram com a vitória de Donald Trump.

Trump nomeou Gorsuch no dia 31 de janeiro. Como tudo o que Trump faz, a escolha gerou grande controvérsia. Gorsuch é conservador como Scalia, o que faria a nomeação ser mais uma contribuição à “onda retrógrada” que Trump estaria fomentando no mundo – uma situação que traria o quadro é o apoio dado ao juiz pela National Rifle Association (NRA), entidade favorável ao porte de armas.

Polêmicas à parte, o Partido Republicano quer capitalizar sobre a indicação de Gorsuch. O site do partido exibe em sua tela inicial uma série de mensagens de apoio ao juiz e até mesmo um mapa interativo para que o cidadão identifique os senadores de seu estado – ainda que da oposição – e peça que eles votem favoravelmente à indicação.

Como dito no início do texto, os republicanos apoiam a escolha feita por Trump de maneira incisiva, agressiva. É mais um exemplo que, apesar de tantas críticas que se pode fazer à política dos EUA, há uma qualidade positiva indiscutível: existe transparência. O eleitor sabe o que esperar. Para o bem e para o mal.

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